
Existe uma necessidade crescente de adaptar as políticas educacionais para adultos, a fim de enfrentar barreiras linguísticas e culturais que condicionam a plena participação dos migrantes na nossa sociedade. Muitos chegam a Portugal sem o domínio da Língua Portuguesa, o que dificulta a comunicação, o acesso a serviços e a inserção no mercado de trabalho.
No próximo dia 27 de novembro de 2024, entre as 14h30 às 17h30, no Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL), em Lisboa, vai realizar-se a conferência "Educação de Adultos e os Desafios da Integração de Migrantes em Portugal", no âmbito do projeto europeu "Involve". Participe neste evento, venha conhecer os desafios que a temática levanta e dê o seu contributo.
Agradecemos que confirme a sua presença aqui, até 22 de novembro.
No dia 25 de fevereiro, entre as 14h30 e as 17h00, realiza-se no CIUL – Centro de Informação Urbana de Lisboa o encontro "DLBC Urbano – Reflexões, Impactos e Futuro". Esta iniciativa assinala o percurso da Rede DLBC Lisboa, promovendo um momento de reflexão conjunta sobre os impactos do modelo DLBC (Desenvolvimento Local de Base Comunitária) em contexto urbano, os desafios atuais e as perspectivas futuras desta metodologia, reunindo entidades públicas, comunidade académica e organizações da sociedade civil.O encontro surge igualmente como um espaço de balanço dos últimos anos, em particular após o encerramento do programa “PIEAS – Projetos Inovadores e/ou Experimentais na Área Social”, procurando refletir sobre os resultados que permanecem no território e sobre o futuro da metodologia DLBC. Este momento assinala ainda a celebração do 11.º aniversário da Rede DLBC Lisboa. No final do encontro, terá lugar um porto de honra.O programa contará com a participação de:Teresa Almeida, CCDR-LVT (a confirmar)Mª João Vargas Moniz, ISPAÂngelo Batista, IDsetJoão Bandeira, TESENuno Wemans, Clube Intercultural EuropeuCatarina Martins, Drive ImpactClara Barbacini, Arquivo dos DiáriosApresentações: ADM Estrela e Ass. VitamimosEntrada livre. Inscrições abertas (link)
No dia 25 de fevereiro, no Centro de Informação Urbana de Lisboa assinalou-se o 11.º aniversário da Rede DLBC Lisboa com o encontro “DLBC Urbano: Reflexões, Impactos e Futuro” — um momento de análise crítica sobre o percurso realizado e os desafios estruturais que persistem.Mª José Domingos, Diretora da Rede DLBC Lisboa, destacou um paradoxo nacional: enquanto o modelo do DLBC Urbano se consolida e expande a nível europeu, em Portugal não foi integrado no atual Acordo de Parceria. Foram apresentados dados do período 2017–2023 que evidenciam impactos concretos nos territórios — projetos implementados, postos de trabalho criados e equipas que permanecem ativas.
No dia 26 de novembro de 2025 realizou-se o primeiro Cross Talk [Conversas Cruzadas], promovido pela Rede DLBC Lisboa, no âmbito do Projeto Involve, financiado pelo programa Horizonte 2020. Este encontro marcou a estreia de uma metodologia inovadora de diálogo e avaliação participativa, centrada na experiência vivida de pessoas que interagem diariamente com os serviços públicos.O Cross Talk reuniu migrantes e pessoas da comunidade cigana, participantes no Projeto Involve, com stakeholders da área do emprego, nomeadamente o IEFP, da formação profissional, através dos Centros Qualifica (Centro de Educação, Formação e Certificação da SCML), e ainda IPSS/ONGs ligadas (Associação O Vigilante, Associação Renovar a Mouraria e Associação Crescer) ao acolhimento residencial e ao apoio social. O objetivo não foi apresentar resultados fechados, mas criar um espaço de diálogo estruturado, onde diferentes posições pudessem escutar-se em condições de igualdade.No Cross Talk, a reflexão e o debate partem da partilha de experiências pessoais vividas na interação com os serviços públicos. As histórias são escritas na primeira pessoa, mas lidas em voz alta por outros participantes, num exercício deliberado de deslocamento e empatia: escreve-se a própria história, mas dá-se voz à história de outro. A partir dessas narrativas, todos os envolvidos são convidados a refletir sobre emoções, ressonâncias e significados, tornando visíveis impactos muitas vezes invisibilizados, identificando bloqueios e discutindo mudanças necessárias e soluções concretas ancoradas nas experiências partilhadas.Ao longo da sessão, tornaram-se evidentes dificuldades já conhecidas, como os obstáculos no acesso à informação nos serviços públicos, a precariedade laboral e a insegurança nos percursos de vida, mas emergiu com particular força uma dimensão muitas vezes secundarizada no debate público: as questões relacionais. Os participantes destacaram a forma como o tom, a atitude, a disponibilidade para escutar e o reconhecimento da sua dignidade enquanto pessoas condicionam profundamente a eficácia (ou a falha) dos serviços. Mais do que a ausência de respostas formais, foi frequentemente a experiência de desumanização, desconfiança ou comunicação opaca que marcou os percursos relatados.Um dos resultados centrais deste primeiro Cross Talk foi a conclusão partilhada de que os serviços públicos poderiam beneficiar da adoção desta metodologia como ferramenta de avaliação qualitativa dos seus serviços e impactos. Os participantes e profissionais reconheceram que este formato é mais informativo, mais profundo e mais produtivo do que os métodos tradicionais baseados exclusivamente em questionários ou entrevistas individuais. Em apenas duas horas, todos os envolvidos tiveram oportunidade de se escutar mutuamente e de coconstruir leituras e propostas num processo verdadeiramente colaborativo e participativo.Num contexto em que cresce a distância entre políticas públicas e cidadãos em situação de vulnerabilidade, este primeiro Cross Talk mostrou que avaliar serviços não é apenas medir indicadores, mas compreender os seus impactos humanos, relacionais e simbólicos. Ao recentrar a análise nas narrativas de quem vive o sistema por dentro, a iniciativa abriu caminho para formas mais éticas, eficazes e democráticas de pensar e transformar a ação pública.
Convidamos todos os associados para um Lanche de Natal, a realizar no próximo dia 16 de dezembro, pelas 17h00, no Centro de Recursos DLBC Lisboa, em Carnide.Será um momento descontraído de convívio e partilha entre todos, e gostaríamos de contar com a vossa participação. Agradecemos que tragam uma pequena contribuição para a mesa (comida, bebidas ou outros itens que considerem apropriados). Preencham, por favor, o documento neste link, até 12 de dezembro, para evitarmos sobreposições.
Nos dias 3 e 4 de novembro de 2025, a Rede DLBC Lisboa marcou presença na primeira reunião pública da European Urban CLLD Network, uma nova plataforma que reúne Grupos de Ação Local (GAL) urbanos de vários países da União Europeia, com o objetivo de reforçar a voz das comunidades locais nas políticas europeias.
A Clip RD promoveu o Encontro ABL – Associações de Base Local, na Universidade Lusófona, em Lisboa, no dia 22 de novembro de 2025.A Rede DLBC Lisboa marcou presença através da Diretora Executiva, Maria José Domingos, oradora no painel dedicado ao tema “Como envolver a população nas dinâmicas associativas?” Este painel contou também com a participação de Mauro Wah, da Associação de Moradores do Per 11, João Brás, da Youth 4 Change, e Sandra Borges, da Associação Moinho em Movimento, sob moderação de Nelson Ramalho, Professor da Universidade Lusófona.
As moedas sociais e complementares são instrumentos criados por comunidades, associações ou municípios para reforçar as economias locais e estimular trocas solidárias fora do circuito financeiro tradicional.
O projeto europeu “Involve”, financiado pelo programa Horizon Europe e do qual a Rede DLBC Lisboa faz parte, realizou em 2024 um inquérito internacional para avaliar a confiança política, a participação cívica e a perceção dos cidadãos sobre os serviços públicos em oito países europeus. Em Portugal, participaram 1.520 pessoas, representativas da população em termos de género, idade e nível de escolaridade.
No dia 25 de fevereiro, entre as 14h30 e as 17h00, realiza-se no CIUL – Centro de Informação Urbana de Lisboa o encontro "DLBC Urbano – Reflexões, Impactos e Futuro". Esta iniciativa assinala o percurso da Rede DLBC Lisboa, promovendo um momento de reflexão conjunta sobre os impactos do modelo DLBC (Desenvolvimento Local de Base Comunitária) em contexto urbano, os desafios atuais e as perspectivas futuras desta metodologia, reunindo entidades públicas, comunidade académica e organizações da sociedade civil.O encontro surge igualmente como um espaço de balanço dos últimos anos, em particular após o encerramento do programa “PIEAS – Projetos Inovadores e/ou Experimentais na Área Social”, procurando refletir sobre os resultados que permanecem no território e sobre o futuro da metodologia DLBC. Este momento assinala ainda a celebração do 11.º aniversário da Rede DLBC Lisboa. No final do encontro, terá lugar um porto de honra.O programa contará com a participação de:Teresa Almeida, CCDR-LVT (a confirmar)Mª João Vargas Moniz, ISPAÂngelo Batista, IDsetJoão Bandeira, TESENuno Wemans, Clube Intercultural EuropeuCatarina Martins, Drive ImpactClara Barbacini, Arquivo dos DiáriosApresentações: ADM Estrela e Ass. VitamimosEntrada livre. Inscrições abertas (link)
No dia 25 de fevereiro, no Centro de Informação Urbana de Lisboa assinalou-se o 11.º aniversário da Rede DLBC Lisboa com o encontro “DLBC Urbano: Reflexões, Impactos e Futuro” — um momento de análise crítica sobre o percurso realizado e os desafios estruturais que persistem.Mª José Domingos, Diretora da Rede DLBC Lisboa, destacou um paradoxo nacional: enquanto o modelo do DLBC Urbano se consolida e expande a nível europeu, em Portugal não foi integrado no atual Acordo de Parceria. Foram apresentados dados do período 2017–2023 que evidenciam impactos concretos nos territórios — projetos implementados, postos de trabalho criados e equipas que permanecem ativas.
No dia 26 de novembro de 2025 realizou-se o primeiro Cross Talk [Conversas Cruzadas], promovido pela Rede DLBC Lisboa, no âmbito do Projeto Involve, financiado pelo programa Horizonte 2020. Este encontro marcou a estreia de uma metodologia inovadora de diálogo e avaliação participativa, centrada na experiência vivida de pessoas que interagem diariamente com os serviços públicos.O Cross Talk reuniu migrantes e pessoas da comunidade cigana, participantes no Projeto Involve, com stakeholders da área do emprego, nomeadamente o IEFP, da formação profissional, através dos Centros Qualifica (Centro de Educação, Formação e Certificação da SCML), e ainda IPSS/ONGs ligadas (Associação O Vigilante, Associação Renovar a Mouraria e Associação Crescer) ao acolhimento residencial e ao apoio social. O objetivo não foi apresentar resultados fechados, mas criar um espaço de diálogo estruturado, onde diferentes posições pudessem escutar-se em condições de igualdade.No Cross Talk, a reflexão e o debate partem da partilha de experiências pessoais vividas na interação com os serviços públicos. As histórias são escritas na primeira pessoa, mas lidas em voz alta por outros participantes, num exercício deliberado de deslocamento e empatia: escreve-se a própria história, mas dá-se voz à história de outro. A partir dessas narrativas, todos os envolvidos são convidados a refletir sobre emoções, ressonâncias e significados, tornando visíveis impactos muitas vezes invisibilizados, identificando bloqueios e discutindo mudanças necessárias e soluções concretas ancoradas nas experiências partilhadas.Ao longo da sessão, tornaram-se evidentes dificuldades já conhecidas, como os obstáculos no acesso à informação nos serviços públicos, a precariedade laboral e a insegurança nos percursos de vida, mas emergiu com particular força uma dimensão muitas vezes secundarizada no debate público: as questões relacionais. Os participantes destacaram a forma como o tom, a atitude, a disponibilidade para escutar e o reconhecimento da sua dignidade enquanto pessoas condicionam profundamente a eficácia (ou a falha) dos serviços. Mais do que a ausência de respostas formais, foi frequentemente a experiência de desumanização, desconfiança ou comunicação opaca que marcou os percursos relatados.Um dos resultados centrais deste primeiro Cross Talk foi a conclusão partilhada de que os serviços públicos poderiam beneficiar da adoção desta metodologia como ferramenta de avaliação qualitativa dos seus serviços e impactos. Os participantes e profissionais reconheceram que este formato é mais informativo, mais profundo e mais produtivo do que os métodos tradicionais baseados exclusivamente em questionários ou entrevistas individuais. Em apenas duas horas, todos os envolvidos tiveram oportunidade de se escutar mutuamente e de coconstruir leituras e propostas num processo verdadeiramente colaborativo e participativo.Num contexto em que cresce a distância entre políticas públicas e cidadãos em situação de vulnerabilidade, este primeiro Cross Talk mostrou que avaliar serviços não é apenas medir indicadores, mas compreender os seus impactos humanos, relacionais e simbólicos. Ao recentrar a análise nas narrativas de quem vive o sistema por dentro, a iniciativa abriu caminho para formas mais éticas, eficazes e democráticas de pensar e transformar a ação pública.
Convidamos todos os associados para um Lanche de Natal, a realizar no próximo dia 16 de dezembro, pelas 17h00, no Centro de Recursos DLBC Lisboa, em Carnide.Será um momento descontraído de convívio e partilha entre todos, e gostaríamos de contar com a vossa participação. Agradecemos que tragam uma pequena contribuição para a mesa (comida, bebidas ou outros itens que considerem apropriados). Preencham, por favor, o documento neste link, até 12 de dezembro, para evitarmos sobreposições.
Nos dias 3 e 4 de novembro de 2025, a Rede DLBC Lisboa marcou presença na primeira reunião pública da European Urban CLLD Network, uma nova plataforma que reúne Grupos de Ação Local (GAL) urbanos de vários países da União Europeia, com o objetivo de reforçar a voz das comunidades locais nas políticas europeias.
A Clip RD promoveu o Encontro ABL – Associações de Base Local, na Universidade Lusófona, em Lisboa, no dia 22 de novembro de 2025.A Rede DLBC Lisboa marcou presença através da Diretora Executiva, Maria José Domingos, oradora no painel dedicado ao tema “Como envolver a população nas dinâmicas associativas?” Este painel contou também com a participação de Mauro Wah, da Associação de Moradores do Per 11, João Brás, da Youth 4 Change, e Sandra Borges, da Associação Moinho em Movimento, sob moderação de Nelson Ramalho, Professor da Universidade Lusófona.
As moedas sociais e complementares são instrumentos criados por comunidades, associações ou municípios para reforçar as economias locais e estimular trocas solidárias fora do circuito financeiro tradicional.
O projeto europeu “Involve”, financiado pelo programa Horizon Europe e do qual a Rede DLBC Lisboa faz parte, realizou em 2024 um inquérito internacional para avaliar a confiança política, a participação cívica e a perceção dos cidadãos sobre os serviços públicos em oito países europeus. Em Portugal, participaram 1.520 pessoas, representativas da população em termos de género, idade e nível de escolaridade.
No dia 25 de fevereiro, entre as 14h30 e as 17h00, realiza-se no CIUL – Centro de Informação Urbana de Lisboa o encontro "DLBC Urbano – Reflexões, Impactos e Futuro". Esta iniciativa assinala o percurso da Rede DLBC Lisboa, promovendo um momento de reflexão conjunta sobre os impactos do modelo DLBC (Desenvolvimento Local de Base Comunitária) em contexto urbano, os desafios atuais e as perspectivas futuras desta metodologia, reunindo entidades públicas, comunidade académica e organizações da sociedade civil.O encontro surge igualmente como um espaço de balanço dos últimos anos, em particular após o encerramento do programa “PIEAS – Projetos Inovadores e/ou Experimentais na Área Social”, procurando refletir sobre os resultados que permanecem no território e sobre o futuro da metodologia DLBC. Este momento assinala ainda a celebração do 11.º aniversário da Rede DLBC Lisboa. No final do encontro, terá lugar um porto de honra.O programa contará com a participação de:Teresa Almeida, CCDR-LVT (a confirmar)Mª João Vargas Moniz, ISPAÂngelo Batista, IDsetJoão Bandeira, TESENuno Wemans, Clube Intercultural EuropeuCatarina Martins, Drive ImpactClara Barbacini, Arquivo dos DiáriosApresentações: ADM Estrela e Ass. VitamimosEntrada livre. Inscrições abertas (link)
No dia 25 de fevereiro, no Centro de Informação Urbana de Lisboa assinalou-se o 11.º aniversário da Rede DLBC Lisboa com o encontro “DLBC Urbano: Reflexões, Impactos e Futuro” — um momento de análise crítica sobre o percurso realizado e os desafios estruturais que persistem.Mª José Domingos, Diretora da Rede DLBC Lisboa, destacou um paradoxo nacional: enquanto o modelo do DLBC Urbano se consolida e expande a nível europeu, em Portugal não foi integrado no atual Acordo de Parceria. Foram apresentados dados do período 2017–2023 que evidenciam impactos concretos nos territórios — projetos implementados, postos de trabalho criados e equipas que permanecem ativas.
No dia 26 de novembro de 2025 realizou-se o primeiro Cross Talk [Conversas Cruzadas], promovido pela Rede DLBC Lisboa, no âmbito do Projeto Involve, financiado pelo programa Horizonte 2020. Este encontro marcou a estreia de uma metodologia inovadora de diálogo e avaliação participativa, centrada na experiência vivida de pessoas que interagem diariamente com os serviços públicos.O Cross Talk reuniu migrantes e pessoas da comunidade cigana, participantes no Projeto Involve, com stakeholders da área do emprego, nomeadamente o IEFP, da formação profissional, através dos Centros Qualifica (Centro de Educação, Formação e Certificação da SCML), e ainda IPSS/ONGs ligadas (Associação O Vigilante, Associação Renovar a Mouraria e Associação Crescer) ao acolhimento residencial e ao apoio social. O objetivo não foi apresentar resultados fechados, mas criar um espaço de diálogo estruturado, onde diferentes posições pudessem escutar-se em condições de igualdade.No Cross Talk, a reflexão e o debate partem da partilha de experiências pessoais vividas na interação com os serviços públicos. As histórias são escritas na primeira pessoa, mas lidas em voz alta por outros participantes, num exercício deliberado de deslocamento e empatia: escreve-se a própria história, mas dá-se voz à história de outro. A partir dessas narrativas, todos os envolvidos são convidados a refletir sobre emoções, ressonâncias e significados, tornando visíveis impactos muitas vezes invisibilizados, identificando bloqueios e discutindo mudanças necessárias e soluções concretas ancoradas nas experiências partilhadas.Ao longo da sessão, tornaram-se evidentes dificuldades já conhecidas, como os obstáculos no acesso à informação nos serviços públicos, a precariedade laboral e a insegurança nos percursos de vida, mas emergiu com particular força uma dimensão muitas vezes secundarizada no debate público: as questões relacionais. Os participantes destacaram a forma como o tom, a atitude, a disponibilidade para escutar e o reconhecimento da sua dignidade enquanto pessoas condicionam profundamente a eficácia (ou a falha) dos serviços. Mais do que a ausência de respostas formais, foi frequentemente a experiência de desumanização, desconfiança ou comunicação opaca que marcou os percursos relatados.Um dos resultados centrais deste primeiro Cross Talk foi a conclusão partilhada de que os serviços públicos poderiam beneficiar da adoção desta metodologia como ferramenta de avaliação qualitativa dos seus serviços e impactos. Os participantes e profissionais reconheceram que este formato é mais informativo, mais profundo e mais produtivo do que os métodos tradicionais baseados exclusivamente em questionários ou entrevistas individuais. Em apenas duas horas, todos os envolvidos tiveram oportunidade de se escutar mutuamente e de coconstruir leituras e propostas num processo verdadeiramente colaborativo e participativo.Num contexto em que cresce a distância entre políticas públicas e cidadãos em situação de vulnerabilidade, este primeiro Cross Talk mostrou que avaliar serviços não é apenas medir indicadores, mas compreender os seus impactos humanos, relacionais e simbólicos. Ao recentrar a análise nas narrativas de quem vive o sistema por dentro, a iniciativa abriu caminho para formas mais éticas, eficazes e democráticas de pensar e transformar a ação pública.
Convidamos todos os associados para um Lanche de Natal, a realizar no próximo dia 16 de dezembro, pelas 17h00, no Centro de Recursos DLBC Lisboa, em Carnide.Será um momento descontraído de convívio e partilha entre todos, e gostaríamos de contar com a vossa participação. Agradecemos que tragam uma pequena contribuição para a mesa (comida, bebidas ou outros itens que considerem apropriados). Preencham, por favor, o documento neste link, até 12 de dezembro, para evitarmos sobreposições.
Nos dias 3 e 4 de novembro de 2025, a Rede DLBC Lisboa marcou presença na primeira reunião pública da European Urban CLLD Network, uma nova plataforma que reúne Grupos de Ação Local (GAL) urbanos de vários países da União Europeia, com o objetivo de reforçar a voz das comunidades locais nas políticas europeias.
A Clip RD promoveu o Encontro ABL – Associações de Base Local, na Universidade Lusófona, em Lisboa, no dia 22 de novembro de 2025.A Rede DLBC Lisboa marcou presença através da Diretora Executiva, Maria José Domingos, oradora no painel dedicado ao tema “Como envolver a população nas dinâmicas associativas?” Este painel contou também com a participação de Mauro Wah, da Associação de Moradores do Per 11, João Brás, da Youth 4 Change, e Sandra Borges, da Associação Moinho em Movimento, sob moderação de Nelson Ramalho, Professor da Universidade Lusófona.
As moedas sociais e complementares são instrumentos criados por comunidades, associações ou municípios para reforçar as economias locais e estimular trocas solidárias fora do circuito financeiro tradicional.
O projeto europeu “Involve”, financiado pelo programa Horizon Europe e do qual a Rede DLBC Lisboa faz parte, realizou em 2024 um inquérito internacional para avaliar a confiança política, a participação cívica e a perceção dos cidadãos sobre os serviços públicos em oito países europeus. Em Portugal, participaram 1.520 pessoas, representativas da população em termos de género, idade e nível de escolaridade.