TODO O TERRENO

2 de junho de 2022

TODO O TERRENO | Projetos Inovadores e/ou Experimentais na Área Social | Cultivar Futuros | STC – Associação Serve The City Portugal |

O projeto “Cultivar Futuros”, promovido pela STC – Associação Serve the City Portugal, dinamizou, no passado dia 1 de junho, uma atividade de celebração do Dia da Criança, com os alunos integrantes do Clube Selva, na Escola Básica de Marvila, em Lisboa.

O objetivo desta atividade era, primeiramente, oferecer aos alunos um momento ou espaço onde pudessem exercer a sua condição de criança, de forma segura e inclusiva. Deste modo, a brincadeira e os afetos foram o mote deste dia. A celebração contou com jogos de grupo, atividades de decoração de bolos, música e muitas gargalhadas e com a presença da Rede DLBC Lisboa.

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30 de maio de 2022

TODO O TERRENO | Projetos Inovadores e/ou Experimentais na Área Social | JobPass COMunidade | Cozinha Africana | Sea – Social Entrepreneurs Agency |

A Rede DLBC Lisboa marcou presença, hoje, na sessão de abertura do projeto DLBC “JobPass COMunidade” – Percurso Cozinha Africana, nas instalações da Ajuda de Mãe, em Lisboa.

Este projeto da SEA – Social Entrepreneurs Agency (Agência de Empreendedores Sociais) pretende capacitar públicos, em três áreas profissionais, nomeadamente, Cozinha Africana, Cervejaria Artesanal e Chocolataria, contribuindo para a inserção laboral de comunidades e pessoas em risco de exclusão social. Além disso, promove competências sociais e pessoais e de aprendizagem, assim como apoia a construção de projetos de vida.

Durante dois meses, os participantes vão ter a oportunidade trabalhar com o chef Mauro Airosa.

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26 de abril de 2022

TODO O TERRENO | Projetos Inovadores e/ou Experimentais na Área Social | É UMA COMUNIDADE | É UMA MESA | CRESCER |

O som de marteladas, o barulho de Black & Decker, o vai e vem de um grande grupo de trabalhadores norte-americanos, filmagens… foram uma realidade durante cerca de três semanas, no Centro de Recursos DLBC Lisboa, no Bairro Padre Cruz. O último piso do edifício sofreu obras de fundo, para receber o “É uma Mesa”, o restaurante que integra o projeto “É Uma Comunidade”, da Crescer – Associação de Intervenção Comunitária, e pretende ser uma resposta inovadora de inclusão social através do mercado de trabalho.

“O objetivo do ‘É uma Mesa’ é ser um projeto de empreendedorismo social, na área da restauração, trabalhando com pessoas em situação de vulnerabilidade, nomeadamente, que consomem drogas, que estão ou estiveram em situação de sem-abrigo, refugiadas, migrantes ou requerentes de asilo” começa por explicar Inês Colaço, gestora deste projeto. “A ideia é que quem garante os serviços de cozinha e cliente e copa sejam estes elementos, que passam por várias fases de formação, em competências técnicas, pessoais e sociais e na área específica da restauração. Têm ainda a formação on the job, que é estarem no restaurante e fazerem o atendimento ao público e cozinha”, acrescenta. Este projeto de emprego acompanhado, que prevê a reintegração no mercado, surge na sequência do sucesso e impacto já obtidos pelo “É um Restaurante”, iniciativa semelhante promovida pela mesma IPSS, e que abriu portas em outubro de 2019, no número 56 da Rua de São José, em Lisboa.

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Inês Colaço, gestora do projeto, no Centro de Recursos DLBC Lisboa,
em Carnide, nas escadas de acesso ao “É Uma Mesa”

Recrutamento, formação e integração no mercado de trabalho

Mas como podem cidadãos em situação de vulnerabilidade integrar o “É Uma Mesa”? “Há um processo de seleção, algumas pessoas já são acompanhadas pela Crescer, outras podem ser referenciadas por outras instituições sociais que encaminham para nós”, esclarece Inês. “A expectativa é de integrarmos 75 pessoas por ano no restaurante do Bairro Padre Cruz.”

Após o processo de seleção, existem várias formações, ao nível de competências sociais e relacionais (25 horas) e de competências técnicas e capacitação teórica (75h). Segue-se a integração no restaurante em modalidade on the job (700h) e depois há a terceira fase, que pode ser em formato de estágio profissional (de 6 a 9 meses) ou conseguir-se logo entrada no mercado de trabalho. Ao longo de todo o processo, “há um acompanhamento feito por psicólogos”, de modo a garantir que o processo decorre da melhor forma e a sanar eficazmente eventuais problemas.

Pretende-se que este espaço seja um “trampolim” para a integração no mercado de trabalho.

Parceria “The Fixers”

Os “The Fixers” são uma série norte-americana, que estreou em 2019, e que faz renovação de espaços. “Mas têm uma componente social, no sentido de que os projetos que acompanham e renovam têm relação com este teor”. São parceiros da Crescer no “É Uma Mesa” e foram os responsáveis pelas alterações de fundo realizadas no espaço.  Curiosamente, revela Inês, “foram os ‘The Fixers’ que nos encontraram, chegaram até ao nosso site, contactaram-nos e surgiu a ideia de fazer a renovação.”

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A série norte-americana “The Fixers” faz renovações
de espaços e foi parceira do projeto

Além do programa norte-americano, há muitos outros parceiros envolvidos, quer seja no fornecimento de materiais, quer ao nível das competências técnicas… “Vamos trabalhar com o chef consultor Nuno Bergonse, que já colabora connosco no ‘É Um Restaurante’. Há um esforço muito grande de muitas pessoas e outras tantas entidades” para que tudo corra pelo melhor.

Com abertura prevista para maio, o “É Uma Mesa” pretende deliciar os lisboetas com saborosas pizzas e alguns outros pratos italianos.

AAH

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18 de abril de 2022

TODO O TERRENO | Bairros Saudáveis | CUIDAR COM AFECTO | PROSAUDESC |

No âmbito das celebrações do 22º aniversário da PROSAUDESC – Associação de Promotores de Saúde Ambiente e Desenvolvimento Sócio Cultural, a Rede DLBC Lisboa marcou presença na reinauguração do espaço (agora readaptado a novas valências) do projeto “Cuidar com Afecto”, no Bairro de Santo António, em Camarate. Financiado pelo Programa Bairros Saudáveis, o projeto foca-se no combate à pobreza e exclusão social, a nível comunitário, tendo como destinatários idosos isolados e outros indivíduos socialmente desfavorecidos residentes nos Bairros de Santo António e Terraços da Ponte (freguesias de Sacavém e Camarate).

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O projeto “Cuidar com Afecto” é financiado pelo programa Bairros Saudáveis

Tendo como um dos objetivos a promoção da saúde, a PROSAUDESC, através do “Cuidar com Afecto” desenvolve ações de prevenção, presta cuidados básicos e capacita os destinatários para a literacia nesta área. “Há muitos idosos com dificuldades em usar as novas tecnologias”, recorda Virgínia Neto, responsável pelo projeto.

No dia em que a equipa da Rede DLBC Lisboa visitou as instalações, foi inaugurada a cozinha comunitária, para apoiar os idosos isolados com doenças crónicas e incapacitados, servindo-lhes refeições. Futuramente, estas também vão ser disponibilizadas a um preço simbólico, com fins sociais, apoiando outras pessoas com carências sócio-económicas.

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“Foto de família” do evento de dia 18 de abril de 2022
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A nova cozinha comunitária, nas instalações da PROSAUDESC

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4 de Abril de 2022

TODO O TERRENO | Projetos Inovadores e/ou Experimentais na Área Social | CHEFS DE SAÚDE | VITAMIMOS SABE |

De repente, começam a ouvir-se pés nas escadas, barulho de conversas e risos e, à medida que os degraus se sucedem, caras espantadas que fitam a equipa da Rede DLBC Lisboa e soltam alguns “olá!” e “bom-dia!”. São alunos do 3º e 4º anos da Escola Básica Natália Correia, em Sapadores, e vão receber (além da nossa) uma visita das nutricionistas da Associação Vitamimos SABE – Saúde, Ambiente e Bem-Estar e participar em várias atividades do projeto “Chefs de Saúde”.

Cerca de 20 meninos e meninas, em cada uma das salas, não perdem tempo e, de curiosidade aguçada, do alto dos seus 8/9 anos fazem logo questão de perguntar: “quem são vocês?”. Apresentações feitas, voltam a concentrar-se (embora virando-se para trás de quando em vez) na equipa da Vitamimos, dividida, tal como a nossa, entre as duas salas.

A equipa das Vitamimos SABE na sala do 3º ano, da Escola Básica Natália Correia

Desenhos colados nas paredes, livros nas prateleiras, copos cheios de canetas e lápis de cor, tesouras, pincéis, dicionários, mapas, pacotinhos de leite empilhados e peças de fruta em cima de uma mesa, certamente, para o lanche… Os espaços não fogem ao esperado de salas de aulas de uma escola primária.  As professoras, na parte de trás, vão participando sempre que consideram pertinente e chamando a atenção para determinados detalhes durante as atividades.

Já não é a primeira vez que estes alunos recebem a visita da associação, por isso, há já algum à vontade com as nutricionistas presentes. Carolina e Vera ficam na sala do 3º ano, Marta e Laura, com os alunos do 4º. 

À medida que a apresentação vai sendo feita, surgem perguntas, para recordar o que aprenderam na primeira sessão dos “Chefs de Saúde”, além de novos conteúdos e experiências. A turma responde, entusiasmada, falando sobre hábitos saudáveis, recordando a roda dos alimentos… e mostrando ter a maior parte dos conhecimentos na ponta da língua. Uns mais descontraídos, outros mais tímidos, os alunos vão participando nas atividades que lhes são apresentadas pelas nutricionistas.

Receitas Vitamimos SABE

Na sala do 3º ano, a proposta da Vitaminos SABE é que os alunos, com a ajuda de Carolina e Vera façam (e depois provem) umas Energy Balls, bolinhas saudáveis feitas com aveia, banana e coco ralado, moldadas à mão… Por seu turno, na sala dos mais velhos, a receita escolhida por Marta e Laura são uns zoodles (courgette espiralizada) com massa e molho de pesto, feitos na wok, com muitos vegetais à mistura. Houve quem tivesse “gostado muito”, outros ficaram “sem saber bem” e poucos foram os que acabaram por confessar que “não tinham ficado fregueses” das iguarias.

A equipa da Rede DLBC Lisboa provou e aprovou!

As “Energy Balls” em preparação
Com a ajuda das nutricionistas, os alunos do 4º ano fizeram zoodles com massa e molho de pesto

Nas primeiras sessões que a Escola Natália Correia recebeu, os estudantes tiveram uma experiência semelhante à deste dia, mas com pratos diferentes. Quando as nutricionistas quiseram saber se tinham repetido as receitas em casa, não faltaram braços no ar e vozes a levantar-se para partilhar; “sim, fiz com a minha mãe”; “dei a provar à minha irmã”; “o meu pai ajudou-me a fazer…”

Para os que não têm tão boa memória, há ajuda! A associação distribui livros (apelativos e bastante coloridos) de atividades e outros de receitas para que seja mais fácil os estudantes recordarem os conteúdos apresentados e os ingredientes e modo de preparação dos pratos.

Materiais distribuídos aos estudantes pela Vitamimos SABE

Hábitos alimentares saudáveis

Através da educação e consciencialização das comunidades, a Vitamimos pretende que os portugueses consigam ter acesso a uma alimentação saudável e sustentável a nível ambiental, social e económico. O projeto “Chefs de Saúde” é uma iniciativa holística de prevenção em Saúde em meio escolar, para alunos do 1º Ciclo e seus Cuidadores. Promove hábitos alimentares saudáveis ligados ao sono, higiene, atividade física e sentimentos/emoções, numa abordagem didática e experiencial. Propõe a capacitação das crianças, o diálogo colaborativo nas famílias e a coesão social nas regiões de intervenção.

A Vitamimos surgiu em 2007, primeiro como empresa, depois, em 2012, como associação. O projeto “Chefs de Saúde” que fomos acompanhar, não é “uma estreia”, uma vez que já existia anteriormente, com sessões nas escolas do concelho de Cascais. De acordo com Vera Esteves, responsável financeira do projeto, nas escolas “houve uma adesão incrível, já temos os beneficiários para os dois anos, mas estamos a ter um ótimo feedback dos professores e dos alunos”, revela. “Os miúdos adoram, repetem em casa. Não é teórico. A questão prática, o facto de verem, mexerem, fazerem, experimentarem é muito importante para eles”, acrescenta, rematando: “Está a correr mesmo muito bem!”

AAH

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14 de Dezembro de 2021

TODO O TERRENO | Projetos Inovadores e/ou Experimentais na Área Social | PORTA 11 | ADM ESTRELA |

Certamente que já lhe aconteceu avariar-se um eletrodoméstico, um computador, um tablet… e dizerem-lhe que não vale a pena mandar arranjá-lo e que sai mais em conta comprar um novo. Muitas vezes os aparelhos acabam no lixo ou em contentores próprios existentes em grandes superfícies. Mas e se lhe disséssemos que há forma de dar vida e utilidade a estes objetos aparentemente obsoletos, ajudando quem mais precisa?

Com uma necessidade cada vez maior de recorrermos às tecnologias digitais, agudizada pelo período de pandemia e confinamentos, com o teletrabalho, ensino à distância, reuniões por videochamada, eventos familiares, etc., tornaram-se ainda mais evidentes algumas carências entre as famílias portuguesas. Como ter aulas à distância se não houver um computador em casa? E será que todos sabem usar equipamentos informáticos?

O “Porta 11” é um projeto da ADM Estrela que pretende ajudar a colmatar estas dificuldades, capacitando jovens voluntários da freguesia de Campolide, em Lisboa, para fazer as reparações e, numa fase posterior, recondicionando os objetos e doando-os a quem mais necessita. “Não é só reparar, é necessário mudar a mentalidade das pessoas. Vivemos numa sociedade consumista, em que é mais fácil, simplesmente, comprar um aparelho novo”, começa por explicar Gustavo Funke, engenheiro informático, autodidata e técnico responsável por dar formação aos voluntários na oficina de reparações localizada, precisamente, na Loja 11, junto à sede da ADM Estrela, no Bairro da Liberdade.

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Os objetos recolhidos são arranjados e doados a famílias carenciadas

Numa primeira fase, é feita uma recolha de aparelhos obsoletos ou em fim de vida (podem ser entregues na sede da associação, na Junta de Freguesia de Campolide ou na Escola 2 3 Marquesa de Alorna). “Portáteis, torres de computadores… São o que recebemos mais” refere Gustavo, acrescentando que “ainda assim, aparece um pouco de tudo, cafeteiras, máquinas de café, teclados, ratos, aparelhagens…” Por vezes, “as peças são mais caras do que comprar um novo, por isso os aparelhos até acabam por ter um fim diferente do inicial, por exemplo, um dos tablets que recebemos vai servir para o sistema de senhas da oficina”, explica.

Literacia Digital

Além da capacitação de jovens da freguesia, social e profissionalmente, da promoção da sustentabilidade e da diminuição da info-exclusão, tornou-se cada vez mais necessário apoiar a população na utilização de meios informáticos. O “Porta 11” que está estimado decorrer ao longo de 24 meses, tinha previsto prestar apoio aos professores no que diz respeito ao ensino online, nomeadamente, no agrupamento de Escolas Manuel da Maia, mas “no ano passado, com a pandemia o contacto com as escolas foi difícil”, começa por explicar Rita Saraiva. Contudo, a Coordenadora da Delegação de Lisboa da ADM Estrela ressalva que “em 2021 os professores tiveram formação a este nível dada pelo Ministério da Educação, tendo sido colmatada a necessidade inicial existente”. Assim, não perdendo o foco na capacitação dos agentes educativos, a ADM Estrela estuda agora a hipótese de conseguir formação para os auxiliares, dada pela Fundação Aga Khan. No que diz respeito ao agrupamento de Escolas Marquesa de Alorna, no qual os docentes não fizeram a ação creditada pelo Estado, “está prevista uma reunião com os professores no início de janeiro do próximo ano” para dar seguimento ao processo,revela.

E apoio à população mais velha, que tanta dificuldade tem nos dias que correm com as tarefas do dia-a-dia que passaram a ser feitas online? Os idosos não foram esquecidos, mas a pandemia atrasou o processo. Rita Saraiva explica que esta “é a primeira vez que a ADM Estrela aqui em Lisboa vai trabalhar com seniores. Existe uma relação de familiaridade com eles, de vizinhança, mas não a nível de trabalho de intervenção. É um grande desafio”. Assim, a estratégia passou por “falar com as entidades que já trabalham com eles aqui no território, como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Gebalis e conseguir que eles adiram ao ‘Porta 11’”.

A ADM Estrela realizou um diagnóstico relativo à literacia digital no território Liberdade/Serafina, porta a porta, fazendo um levantamento das dificuldades e problemas dos idosos, em parceria com o Projeto Radar da Santa Casa da Misericórdia.

“Há muitas pessoas a viverem sozinhas, de muita idade, com imensas dificuldades”. A Inauguração do Espaço Comunitário da Liberdade, prevista para dezembro, pretende trazer os seniores a conhecer o local, usar os computadores… “Há pessoas que acham que não têm ‘necessidades digitais’, que não vêem logo como é que isto pode ser uma mais-valia. Esta necessidade tem de ser construída para verem como pode contribuir para uma melhoria da qualidade de vida. Seja para pedir uma senha, seja para resolver um assunto, aceder a serviços do Estado, cada vez mais é necessário recorrer ao digital”, refere a coordenadora da ADM Estrela. “Alguns seniores têm interesse nesta área, outros não. Mas também há muito desconhecimento. Quando lhes falamos em digital eles acham que ‘são as coisas do telemóvel, as internets’, muitos não compreendem esta necessidade”.

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A ADM Estrela realizou um diagnóstico relativo à literacia digital, fazendo um levantamento das dificuldades e problemas dos idosos, em parceria com o Projeto Radar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

O incremento da literacia digital é de grande importância, mas “combater o isolamento e a solidão são os verdadeiros objetivos” por trás desta iniciativa. “Trazê-los ao centro comunitário, conviverem, haver interação com os mais novos, uns a usarem o computador, outros a desmontá-lo para reparação, isso seria o ideal,” mas a pandemia ainda não permitiu que sucedesse.

Repair Café

Além das reparações feitas pelos voluntários e posteriores doações a famílias carenciadas, a ADM Estrela já promoveu vários Repair Café, eventos públicos e gratuitos em que pequenos eletrodomésticos envelhecidos ou acidentados podem ganhar nova vida, pelas mãos dos proprietários. “É preciso perder o medo de abrir os objetos, para reparar e tentar ver o que está a acontecer lá dentro!”, exclama Gustavo Funke, que também marca sempre presença nos Repair Café. “Já sou mega master com máquinas de café. 95% das que aparecem são reparadas! É um circuito simples, um botãozinho que avaria… Tivemos cá uma torradeira que a única coisa que tinha era excesso de migalhas!” Mas há mais, “a quantidade de micro-ondas que salvamos é imensa, por causa de peças que custam 50 cêntimos! Também acontece com os aspiradores de pó!” explica o técnico.

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O técnico Gustavo Funke, que dá formação aos voluntários do Porta 11 e também participa nos Repair Cafés

Gustavo recorda que, atualmente, a sociedade está muito virada para o consumismo, não havendo incentivo a este reparar de avarias: “por exemplo, com os micro-ondas, antes, bastava abrir uma tampinha e substituir um fusível. Agora o compartimento é dentro do aparelho, é preciso desaparafusar tudo e ainda temos um autocolante a dizer ‘Perigo! Não abra’!”

Por isso, já sabe, caso tenha objetos que precisam de reparação, pode doá-los na sede da ADM Estrela ou na Junta de Freguesia de Campolide, contribuindo para ajudar famílias necessitadas. Se tiver curiosidade e quiser saber mais, esteja atento às redes sociais da organização para ver quando será o próximo Repair Café e aventure-se no mundo das reparações!

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Rita Saraiva, Coordenadora da Delegação de Lisboa da ADM Estrela, e Elodie Monteiro, Técnica Superior de Educação, à porta da sede da associação, no Bairro da Liberdade, em Campolide

AAH