Posto de Media

Espaço Europa: Aqui aprende-se e discute-se União. Aqui respira-se Europa.

O Espaço Europa (EE) é um Espaço Público Europeu da responsabilidade do Gabinete do Parlamento Europeu e da Representação da Comissão Europeia em Portugal. No âmbito do projeto WISE visitámos as instalações deste posto de informação e documentação tatuado a azul e vermelho. Rodeados de bandeiras, material didático, documentação institucional e uma urna de voto, estivemos à conversa com Fernanda Fernandes, representante deste sítio onde se respira Europa, que amavelmente explicou à Rede DLBC Lisboa – com a ajuda da sua colega Lisa Sebastião — o que se faz aqui, com quem e com que finalidade.

 

 

Comecemos por falar da vossa atividade-chave: a visita das escolas ao Espaço Europeu…

Em média recebemos duzentas visitas de todo o país por ano letivo.

 

Como preparam cada visita?

Recebemo-los [os estudantes] nesta sala, explicamos em que consiste o EE e às vezes vamos introduzindo alguns temas que acabam por ser as nossas prioridades, que fazem parte do nosso plano de atividades. Em 2019 há Eleições Europeias. Começamos já aqui a alertá-los para as eleições.

 

Como procuram cativar crianças e jovens que vêm, como disse, com a perspetiva de que a Europa “não faz nada por eles” e de que estas visitas vão ser um enfado?

O que nos ajuda imenso a transmitir de que forma a União Europeia [UE] está presente na nossa vida quotidiana é a campanha “#EUandMe”, [que consiste em] cinco curtas metragens feitas por realizadores europeus.

 

Através da exposição a estas curtas eles e elas acabam por perceber algumas  implicações de estarem na União Europeia?

No início faço essa questão… “Sei que vocês já nasceram numa altura em que o projeto já decorre na sua velocidade cruzeiro e que para vocês é natural, mas no vosso dia a dia notam como é que a UE tem impacto no nosso dia a dia? Já pararam para pensar?” Claro que a maioria pergunta “É suposto ter algum impacto?”.

Quase todos levam [a conversa] para programas de financiamento: a União Europeia apoiou a minha escola, a construção daquela estrada, ponte, ferrovia, etc. Depois, e é isso que acaba por ser a ideia destes filmes, [falamos de] coisas tão pequenas, mas tão importantes para os jovens como ter acesso à Internet. A União Europeia obriga a que todos os cidadãos tenham acesso. Eles ficam a pensar. Parece que sou a voz do pensamento deles.

 

 

 

Gera-se debate depois de verem os filmes?

O debate não é assim tão simples quanto achamos que vai ser. Por exemplo, ontem estive a ver [a curta-metragem] O Solitário com os estudantes do curso profissional Mecatrónica do CEPRA – Centro de Formação Profissional da Reparação Automóvel, Loures.

Abordamos alguns aspetos relacionados com cada um dos filmes, neste caso a Internet sem fios. No meio do lugar mais inóspito da Polónia está lá um senhor que consegue fazer compras online e receber aquilo que compra. Chama a atenção para os direitos do consumidor online, que foram reforçados em maio de 2018. O novo regulamento de proteção de dados torna as compras mais seguras. O que noto sobretudo é eles ficarem surpreendidos, um ou outro participa, responde, e até faz questões.

 

Podem-se ver estes filmes na Internet?

Estão na página de Youtube da Comissão Europeia, com legendas em Português.

 

Quanto às brochuras que vemos nesta sala, que material têm disponível para o público mais jovem?

Aqueles que têm mais grafismos, mais imagem, são os que de imediato chamam mais a atenção dos mais jovens, como por exemplo [as brochuras] “A Europa dá as mãos” e “À descoberta da Europa”. Por exemplo, A UE e Eu” tem uma componente didática que assenta sobretudo na realização de quizzes.

 

As escolas costumam pedir-vos estes recursos?

Acontece [o professor] fazer um trabalho de pesquisa na European Bookshop [no portal da EU], onde estão disponíveis todas estas publicações… e [depois] dizer-nos o que pretende e, nós tendo aqui, disponibilizamos. A maior parte dos professores pede-nos o que tivermos adequado àquela faixa etária ou àquele nível de conhecimento que os alunos querem ter.

 

O que já é feito nas escolas em matéria de sensibilização para os temas europeus?

Temos o concurso Eu sou Europeu para o terceiro ciclo e há ainda o Clube Europeu.

 

 

Que outros assuntos têm vindo à baila nestas sessões?

O Artigo 13. Eu não posso falar muito [sobre o tema], porque as sessões já estão programadas, mas não deixo de responder. A minha resposta é reafirmar o que a chefe da Representação da Comissão Europeia disse – que tem a ver com o facto de termos de compensar os autores e os artistas com trabalho autorizado e pelo qual não estão a receber compensação.

Sobre o Brexit, de uma forma geral os jovens não compreendem porque é que o Reino Unido vai sair. Há um ou outro que me pergunta muito explicitamente “Afinal quais são os motivos pelos quais os cidadãos querem sair?”

 

Também se podem assistir a debates no EE.

Estamos a organizar alguns para o próximo ano sobre as Eleições Europeias dedicados a uma faixa etária um bocado mais velha, jovens que estão a fazer 18 anos e universitários.

 

Que parcerias têm tido a nível nacional?

São pontuais, estabelecidas evento a evento. Institucionalmente não estamos ligados a ninguém. Já trabalhámos com os Institutos Politécnicos de Lisboa e Setúbal, o Diário Notícias [através da atividade MediaLab] e o Instituto Nacional para a Reabilitação.

 

Têm extensões do EE a nível nacional?

A Representação da Comissão Europeia tem uma rede que são as autarquias e aquelas entidades regionais que mostraram interesse em dinamizar atividades da UE nas suas regiões. Há os Centros de Informação Europeia, que têm um trabalho muito importante junto das escolas, a dinamizar os debates, a visualização destes filmes, e a dar a conhecer programas específicos que a UE tem para as escolas.

 

 

Horários das visitas:  Sessões de manhã (a partir das 10h00) e tarde (a partir de 14h30). Cada visita terá uma duração máxima de duas horas.